19 de jan de 2009

O teto da Igreja caiu

Titanic, Bophal, Chernobil, a queda dos Boeing da Gol e da TAM no Brasil o teto da Renascer. O que todas essas coisas tem em comum com a implosão de uma familia aparentemente feliz? Muito tem a ver. Todos são tragédias, (desintegração familiar é uma tragédia, basta perguntar para quem já passou por isso). Vejamos: O Titânic não encontrou um iceberg por acaso, ele certamente tinha um sistema de segurança, ainda que primitivo, mas existia. Quando o grande bloco de gelo aproximou-se deveria ter sido visto, quando a água começou a entrar era possível com tempo razoável averiguar as avarias. O reator nuclear de Chernobil marcaria para sempre a Europa com a sua explosão e com o posterior vazamento radioativo, tudo por conta de uma serie de sucessivos erros, imperícias, imprudências que levariam aquela usina a se tornar uma grande bomba nuclear no coração da antiga União Soviética. Parecido já havia ocorrido com um vazamento de 40 toneladas de pesticidas de uma fábrica americana em Bophal na Índia em 1984. Mais uma vez, motivado pelo corte de despesas, a empresa Union Carbide não impediu ou preveniu um dos maiores desastres industriais e ambientais do mundo. Nos últimos anos o Brasil recebeu pela teve verdadeiras aulas de aviação ao descobrir que aviões possuem “transponders”, que avisam sobre choques aéreos, e que pistas de pouso seguras devem possuir “grooving”, ranhuras que ajudam na aderência do trem de pouso. Tudo isso com o intuito de preservar a vida de passageiros e tripulação de aviões comerciais. Infelizmente nada disso estava sendo utilizado no momento que os Boeings ta Gol e da TAM mais precisavam.

Em fim cascos de navios não rompem, aviões não caem e tetos não desabem por acaso. As estruturas são como as pessoas, possuem limites, tem vida útil. Como elas também dão indicio de fadiga, e necessitam ser protegidas de abusos no uso e de seus “abusadores”. Sempre há um ruído que denuncia uma avaria grave, sempre há um odor que prenuncia uma desgraça, sempre há uma trinca em uma parede, coluna, que clama por um cuidado dos que dela dependem. Certamente isso aconteceu no teto da Igreja Renascer em Cristo no dia 18 de Janeiro de 2009. Apesar de ninguém ter visto, alguma ligeira e sutil deformidade nas estruturas já anunciavam o comprometimento do prédio. É interessante como as maquinas e os prédios, são parecidos com as relações inter-pessoais. Como as estruturas também os relacionamentos sofrem cansaço e devem ser protegidos do mau-uso, devem de tempos em tempos serem periciados com o intuito de atestar sua integridade. Tanto casamentos como relações de filiação ou mesmo de amizade necessitam desse tipo de averiguação. É importante inventariar os mecanismos de comunicação entre as pessoas e investir em medidas que proteja-las de atritos que ocorrem invariavelmente quando duas pessoas decidem andar juntas.

Ou seja sempre há um barulho estranho, uma rachadura, um ponta de ferrugem ou mesmo um forte cheiro que são capazes de avisar as pessoas envolvidas em um relacionamento que em breve sem aviso prévio a “casa ira cair”. Mas como no caso de navios, aviões, e prédios sempre pode haver um traço de triunfalismo, uma imperícia, um deslunbramento ou mesmo uma imprudência que determine uma inadiável tragédia. Todos esses indícios de tragédias são muitos sutis, são tão sutis que podem enganar até mesmo o melhor perito, o melhor guarda, e o mais experiente fiscal, isso porque “...Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam...” Ninguém melhor do que Deus para apontar a falha dos projetos, o erro das execuções e as verdadeiras motivações dos empreendimentos.

Um comentário:

  1. É Amigo! Nada acontece por acaso... o que ocorre é que plantamos anos a fio e, de repente, a colheita desaba sobre nossas cabeças ( e na dos que nos cercam tbm)!

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