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30 de jul. de 2013

O QUE FAZER AO DESCOBRIR QUE UM LADRÃO SE PASSOU POR PASTOR?

Sim, você acabou de descobrir que foi enganado. 
Por anos pensou estar em uma igreja integra, diferenciada. 
Culto após culto acreditou naquela figura simpática, de dentes bonitos, e voz mansa, (as vezes nem tão mansa), o que não sabia, era que aquele sujeito não passava de um golpista que só queria o seu dinheiro e o seu trabalho voluntário.

E agora?
O que fazer?
Como proceder?
Bem, não será fácil, mas segue algumas dicas.

1.     Comece pedindo perdão a Deus, você deveria conhecer a Bíblia o suficiente para não se deixar levar por um impostor, caso não conhecesse a Bíblia deveria ter ouvido o Espirito Santo falando no seu coração.

2.    Procure as pessoas que saíram e que tentaram te avisar, seguramente gente com o mínimo de informação deve ter sabido de algo e tentou te avisar, mas você escolheu não ouvir.

3.    Livre-se da culpa, isto pode ser feito com ajuda de irmãos verdadeiros, é possível que tenha que procurar ajuda profissional, “igrejas-empresa” costumam comprometer a saúde emocional das pessoas. O importante e não se sentir culpada por denunciar o estelionatário, eles costumam sobreviver anos com seus golpes, o sentimento de quem foi enganado em  por "pastores-golpistas" é o mesmo que estão sujeitas mulheres ou crianças abusadas, a falta de denuncia estimula a impunidade. 

4.    Se sua igreja não tem lista de membros, o que é comum em igrejas neopentecostais, aquelas do tipo “franquia”, varias iguais em cada esquina, então saia, e avise o máximo de pessoas que puder, quanto mais pessoas ficarem sabendo, maior será a quebra no caixa, você não acaba com a denominação, mas poderá fechar alguns “postos de arrecadação”

5.    Se sua igreja tem lista de membros, mande uma carta ou um email para cada membro explicando sua saída, mas cuidado, se não tiver provas, terá que ser sutil, esta “gente” costuma andar blindada juridicamente, podem te processar por calunia e difamação.

6.    Se prepare para as retaliações, este tipo de igreja tem o perfil das seitas americanas, tipo aquelas de filmes, ou seja, seus amigos ficarão contra você, até seus parentes ficarão contra você, mas mantenha-se firme, depois de uns 3 ou 4 anos, isto mesmo, são anos mesmo, as pessoa irão começar a perceber.


7.     Estimule outros que saíram a fazer o mesmo, quanto mais pessoas, denunciarem, mais difícil será a vida destes criminosos.

8.    Se você tomou um golpe, ou seja, perdeu valores financeiros que hoje fazem falta a sua família, então procure um advogado, e não se deixe iludir pela já batida desculpa de que “deu para Deus”, você pode até ter dado para Deus, mas não chegou a ELE.



9.    Repasse esta postagem ao maior numero de pessoas possíveis, a melhor forma ainda é a prevenção. O estrago que a manipulação religiosa faz com as pessoas é comparado ao uso de drogas, precisa-se evitar entrar, se sair, as sequelas permanecerão para sempre, logo PREVINA-SE E PREVINA OUTROS...

17 de fev. de 2013

OS 10 MANDAMENTOS DOS SACERDOTES DE MAMOM

     
I.            Eu sou o Senhor, teu dinheiro, não terás outras prioridades diante de mim

  II.            Não faras outro ídolo para ti, antes construirás ídolos para os outros para que assim melhor possas me servir.

III.            Não me tomara para coisas que não sejam vãs. Eu teu dinheiro só estarei onde existirem coisas vãs

IV.            Santificaras o 5º dia útil do mês, pois neste dia, não só tu, como todos os que te seguem me adorarão

   V.            Honrarás a aposentadoria dos pais, das mães das avós e dos aposentados bem como de todos que tem credito consignado, uma vez que a tí, te trarão.

VI.            Não mataras tua vontade de ajuntar riquezas

VII.            Não cometerás adultério aberto nas planilhas e balancetes para que não sejas descoberto e envergonhado

VIII.            Não furtarás abertamente, antes induziras o povo a se desfazer de tudo que tem, para que não seja acusado e assim denunciado ao Ministério publico.

IX.            Não dirás falso testemunho, nem testemunho verdadeiro, nem testemunho algum, para que não te comprometas com tua palavra, e não te responsabilizes por coisa alguma que tenhas falado

  X.            Não cobiçaras nada do próximo, antes a possuirás e a faras teu, para que o teu próximo cobice o que tens e assim inveje tudo o que conquistastes.

21 de jan. de 2013

PROFISSÃO PASTOR. É isso mesmo que eu lí?


(Textos publicados no facebook entre os dias 15 e 21 de janeiro.)


VEJA SÃO PAULO E A “PROFISSÃO PASTOR”
Há 8 anos que não leio a VEJA.
Há 10 anos que já não assisto o Malafaia
Há 4 anos deixei de atuar em uma mega-comunidade que tornou-se Igreja-empresa, com pastores-empresários, cultos-entretenimento e pregadores-mercenários. 
Prego o evangelho por chamado não por dinheiro.
Vivo com o que tenho e não sou pesado a ninguém, não recebo mega-salario.

Não faço parte de franquias religiosas
Não me utilizo de maneira espúria do trabalho de voluntários, músicos e etc...

SOBRE O USO DO FACEBOOK COMO FERRAMENTA DE REFLEXÃO I
Com todo o respeito a quem pretenda, eu não estou no facebook para publicar assuntos fúteis ou superficiais, não uso meu tempo para alimentar mitos ou para promover marcas, nomes ou pessoas, assim sendo as postagens ainda que cômicas sempre tem um propósito reflexivo.
Sim sou chato mesmo, fazer o que? Alguém tem que ser.

O objetivo deste perfil é promover emancipação e amadurecimento através da informação e do conhecimento.
Logo, quem assina ou solicita amizade corre o risco de ter
seus gostos contrariados,
seus valores questionados, 
suas preferencias relativizadas, e principalmente 
seus ídolos derrubados de seus pedestais de maneira fulminante.

Caso isto aconteça, de coração, com cristão que sou, aconselho que faça autocritica, caso não concorde com as postagens sempre terá a oportunidade de maneira educada discordar, claro deverá ser educado e preparar-se para a replica, que SEMPRE VIRÁ...
Que AQUELE que nunca deixou ninguém sem respostas, principalmente os fariseus, por que ELE era a resposta do Pai a quem não tinha medo de saber a verdade, nos guarde de todo obscurantismo mental.

SOBRE O USO DO FACEBOOK COMO FERRAMENTA DE REFLEXÃO II
É a mais pura inocência (para não dizer outra coisa) acreditar que redes sociais foram criadas apenas para socializar. Claro que não! Nenhum meio de comunicação existe apenas com o objetivo de informar, muito menos socializar.

Toda a forma de comunicação de massa hoje está a serviço de alguém ou tem um propósito. Necessariamente não é desoneste, nem antiético, e nem pecado, mas pode ser ameaçador. 

Até mesmos os púlpitos de algumas igrejas tem sido usado em maior ou menor grau
.para promoção de ideias, 
.valorização de projetos e 
.afirmação de pessoas, 
às vezes com propósito mercadológico ou expansionista.
E não faltarão pessoas “apaixonadas” para saírem em defesa destas propostas. Neste meio poucos são os enganados, a grande maioria é beneficiária (ou esta pensando que um dia será).

Logo nenhum de nós pode ser inocente sobre o poder de qualquer mídia, ao acessarmos qualquer uma delas devemos saber que no meio de varias abordagens de cunho afetivo, seremos alvos de alguém que pretende nos convencer de algo.
Como já escrito antes a missão deste perfil no facebook é apenas uma extensão de uma missão pessoal, a saber, "...promover emancipação e amadurecimento através da informação e do conhecimento..."
Por isto, a derrubada inexorável e incondicional dos ídolos, ainda que não queiramos, esta derrubada sempre é traumática, e desconfortável. Afinal não há crescimento sem dor e desconforto, quem disser que há, nunca cresceu, e nem sabe do que está falando.

Assim sendo, esta missão não é fácil,
.Perde-se oportunidades
.Fecha-se portas
.Compromete-se amizades

Mas missão agente não escolhe...
...cumpre.

Que AQUELE que sempre se apresentou de maneira provocativa na vida das pessoas que por ELE passaram, a ponto de ter que encarar a cruz, nos guarde de toda a diplomática e simpática acomodação...

AFINAL, O QUE É SER RADICAL?
Sobre o radicalismo penso que:
Alguém que amealha todos meses 20, 30, 50 ou 60 mil reais as custas de expor homens e mulheres que estão em outro continente passando necessidade é radical, não sou eu que sou radical.
Alguém que torna a estrutura de uma igreja um cabide de emprego empregando filhos, esposas, sobrinhos e genros em detrimento de ministros que pagam o preço é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que expõe gente psiquicamente frágil e doente em um culto de exorcismo com vomito, choro, e outras peças de horror com proposito de amedrontar e arrecadar é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que acedia moralmente obreiros dependentes emocional e financeiramente, ridicularizando-os ou permitindo que gente sem qualificação para liderar os ridicularize é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que induz a amante a fazer um aborto para salvar a reputação, o ministério e o “bom nome” junto a comunidade evangélica é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que se utiliza do cofre de uma igreja cuja comunidade oferta para promoção do reino, para comprar imóvel numa região cara da cidade é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que compra o silêncio e cumplicidade de gente sem personalidade com cargos e promessa de cargos em igreja é radical, não sou eu que sou radical.

Alguém que a cada 3 anos promove um rodizio de pessoas de sua igreja, fabricando um exercito de desigrejados que não terão outra opção senão tomar fluoxetina, cloridrato de venlafaxina além de sofrerem de síndrome do pânico ao passar na frente de igrejas é radical, não sou eu que sou radical.

Definitivamente, pregar o evangelho por dinheiro é ser radical,
Pregar o evangelho por chamado é gratidão


A IGREJA DE CRISTO E AS “NOSSAS” IGREJAS
Breve esclarecimento que parte não de um pseudo-intelectual, mas de alguém que prega o evangelho e paga um preço caríssimo (muito mais caro do que a maioria das pessoas estaria disposta a pagar) para exercer a missão nesta cidade.

1. Não sou contra Igreja, não sou inimigo da Igreja, e nem poderia, há 20 anos não faço outra coisa a não ser servir a Igreja, seja com meus talentos, seja com meus recursos, seja com que tenho nas mãos. Sou sempre a favor daqueles que o Mestre mandou cuidar, assim no momento o que faço e cuidar da melhor maneira possível de uma rebanho que ELE me confiou.

2. Não são as falhas dentro da Igreja que são o grande problema desta ou dos que estão fora, não cabe a qualquer pessoa discuti-las, é inútil, elas sempre existirão. Contudo é no mínimo honesto se separar as falhas que acontecem em qualquer igreja, dos abusos e desmandos que seus líderes fazem e que são encobertos pela “pseudo-piedade” de pessoas desinformadas e apaixonadas.

3. É importante que se separe a Igreja de cristo, das comunidades locais que fazem leitura do texto sagrado e que se esforçam para compor a Igreja de Cristo. A Igreja esta acima das criticas, contudo NENHUMA comunidade pode arrogar-se para si o direito e a imunidade de sofrer criticas, Comunidade local alguma tem o direito de usar para sí a prerrogativa que cabe unicamente a Noiva de Cristo, a saber, a reverencia devida a quem por ELE foi escolhida.

4. De fato nenhum cristão é perfeito, muito menos os que criticam, contudo o que se espera de um cristão é coerência, que se viva o que se prega, principalmente se ministros, a estes cabe o exemplo.

5. Sobre as criticas se fazem nos últimos dias por diversos blogueiros e usuários de facebook a lideres conhecidos e a comunidades desconhecidas mas que mantem o padrão igreja-empresa, pastor-empresário, culto-espetáculo, pregador-mercenário, é importante que se diga que por muito menos Jesus pronunciou Ai sobre os fariseus, João Batista os chamou de raça de víboras, e Paulo entregou alguns a Satanás.

6. E para finalizar, é no mínimo inocência, para não dizer outra coisa, entender qualquer critica publicada em uma rede social como sendo manifestação de magoa ou frustração de qualquer que seja a pessoa, uma vez que deste usuário do facebook todas as informações, inclusive as mais indigestas tem procedência, e a maioria é de domínio publico, só não as enxergou que não quis.

Este texto pode dizer respeito a toda e qualquer comunidade que flertou com o mercado religioso, inclusive (e posso dizer principalmente, por conhecimento de causa) a eventuais comunidades que este blogueiro fez parte.

Que AQUELE que enfrentou uma turba que o enviou a cruz a mando da liderança que se beneficiava da fé do povo, nos guarde de todo e qualquer engano.

27 de dez. de 2011

EVANGELHO NA TV. É POSSÍVEL?


Os evangélicos tem poucas pessoas que podem os representar na TV, ou quase nenhum, e ao que parece, por muito tempo continuará desta forma.
Segue uma exceção dos muitos pregadores que pretendem falar por nós (evangélicos). Alguém coerente e capaz de dialogar com o mundo secular, sem nos constranger!!!
“... Nós temos medo da liberdade, a liberdade nos assusta, e se for a liberdade do outro nós nos sentiremos ameaçados...” (Ricardo Gondim)


18 de ago. de 2011

FERIDOS EM NOME DE DEUS? COMO IDENTIFICAR O PERIGO



No que consiste esse fenômeno de provocar ferimentos em nome de Deus? Neste trecho da entrevista da escritora e jornalista Marília de Camargo César, é possível verificar como se dá e quais são os indícios de um processo danoso e que tem adoecido a muitos.

Época: Porque demora tanto para a pessoa perceber que está sendo vitima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados; não vemos os defeitos.

O pastor vai ganhado a confiança dele num crescente. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para a sua congregação, passa a ser referencia na vida da pessoa.

O fiel por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer varias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relaçao se contamina, se torna promiscua. E o pastor usa a Bíblia para legitima essas praticas.

Época – No livro você dá alguns alertas par não cair no abuso religioso
Marília – Desconfie de quem leva a gloria par si. Uma boa dica é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Umas das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como queres ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro,. Tome cuidado com esse homem.

Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceite que se discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver se os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado




15 de ago. de 2011

"DESIGREJADOS" OS QUE NÃO QUEREM MAIS IGREJA

Adicionar legenda

O número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu, informa reportagem de Antônio Gois e Hélio Schwartsman, publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, eles passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, um salto de 4 milhões de pessoas.

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais.

10 de ago. de 2011

PORQUE INTELECTUAIS REJEITAM “CRISTÃOS EVANGÉLICOS”? E VICE VERSA.


Este texto é um primor, e explica muito do que este blogueiro quer dizer a meses. Espero que quem ler compreenda a urgência de se assumir o evangelho na sua integralidade e com todas as sua implicações

Nicholas D. Kristof, The New York Times - O Estado de S.Paulo
Nesta época de polarizações, poucas palavras provocam tanta aversão nos ambientes liberais quanto "cristão evangélico".
Em parte, isto se explica porque, nos últimos 25 anos, os evangélicos foram associados a personagens rabugentos e fanfarrões. Quando os reverendos Jerry Falwell e Pat Robertson debateram na televisão se os ataques de 11 de Setembro foram uma punição de Deus contra as feministas, os gays e os secularistas, Deus deveria tê-los processado por difamação.
Anteriormente, Falwell defendera que a aids é "o julgamento de Deus sobre a promiscuidade". Esta presunção religiosa permitiu que o vírus da aids se espalhasse, constituindo uma imoralidade maior do que tudo o que poderia acontecer nas saunas gays.
Em parte, por causa desta postura bem-pensante, todo o movimento evangélico frequentemente foi condenado pelos progressistas como reacionário, míope, irracional e até mesmo imoral.
Entretanto, esse menosprezo casual é profundamente injusto, se considerarmos o movimento como um todo. Ele reflete um tipo de intolerância às avessas, às vezes um fanatismo às avessas, dirigido contra dezenas de milhões de pessoas que na realidade se envolveram cada vez mais na luta contra a pobreza e na defesa da justiça global.
Essa linha compassiva da corrente evangélica foi dotada de bases extremamente sólidas pelo reverendo John Stott, um moderado estudioso inglês que influiu de maneira muito mais importante no cristianismo do que astros da mídia como Robertson ou Falwell. Stott, que morreu há alguns dias aos 90 anos, foi incluído na lista das cem pessoas mais influentes do globo da revista Time. Em termos de estatura, às vezes foi considerado o equivalente do papa entre os evangélicos de todo o mundo.
Stott não pregou acenando com a ameaça das penas do inferno numa rede cristã de televisão. Ele foi um humilde estudioso cujos 50 livros aconselham os cristãos a emular a vida de Jesus - principalmente sua preocupação com os pobres e os oprimidos - e a se opor a mazelas sociais como a opressão racial e a poluição ambiental.
"Os bons samaritanos sempre serão necessários para socorrer os que foram assaltados e roubados; entretanto, seria melhor acabar com os bandoleiros na estrada de Jerusalém a Jericó", escreveu Stott em seu livro A Cruz de Cristo. "Por isso, a filantropia cristã em termos de alívio e ajuda é necessária, mas muito melhor seria um aprimoramento a longo prazo, e nós não podemos fugir da nossa responsabilidade política e da necessidade de participar da transformação das estruturas que inibem este aprimoramento. Os cristãos não podem olhar com tranquilidade as injustiças que arruínam o mundo de Deus e degradam suas criaturas".
Stott deu exemplos das injustiças contra as quais os cristãos precisam lutar: "os traumas da pobreza e do desemprego", "a opressão das mulheres", e na educação, "a negação de iguais oportunidades a todos".
Para muitos evangélicos que sempre se retraíam quando um "televangélico" ganhava as manchetes, Stott era um guru intelectual e uma inspiração. Richard Cizik, presidente da Nova Igreja Evangélica Parceria para o Bem Comum, que trabalhou heroicamente para combater desde o genocídio até a mudança climática, me disse: "Contra a charlatanice e a irracionalidade no nosso movimento, Stott permitiu afirmar que você é "evangélico" e não deve se arrepender".
O reverendo Jim Wallis, diretor de uma organização cristã chamada Sojourners (Os visitantes), que trabalha em prol da justiça social, acrescentou: "John Stott foi o primeiro líder evangélico importante que defendeu o nosso trabalho na Sojourners". Stott, que foi um aluno brilhante em Cambridge, também ressaltou que a fé e o intelecto não precisam ser conflitantes.
Há muitos séculos, o estudo profundo da religião era extraordinariamente exigente e rigoroso; por outro lado, qualquer um podia declarar-se cientista e passar a exercer a alquimia, por exemplo. Hoje, é o contrário. Um título de doutor em química exige uma formação rigorosa, enquanto um pregador pode explicar a Bíblia pela televisão sem dominar o hebraico ou o grego - ou mesmo sem mostrar interesse pelas nuances dos textos originais.
Os que se denominam líderes evangélicos revelam-se hipócritas, transformando Jesus em lucro em lugar de emulá-lo. Alguns parecem inclusive homofóbicos, e muitos que se declaram "a favor da vida" parecem pouco preocupados com a vida humana depois que ela sai do útero. São os pregadores que aparecem nas manchetes e são menosprezados.
Escrevendo sobre a pobreza, as doenças e a opressão, encontrei outros ainda. Os evangélicos estão desproporcionalmente dispostos a doar o dízimo do que ganham a obras de caridade, em geral ligadas à igreja. O mais importante é que se procuramos nas linhas de frente, nos EUA ou no exterior, nas batalhas contra a fome, a malária, as violações nas prisões, a fístula obstétrica, o tráfico de pessoas ou o genocídio, alguns dos mais corajosos que encontramos são cristãos evangélicos (ou católicos conservadores, que a eles se assemelham de muitas maneiras) que vivem verdadeiramente a sua fé.
Não sou particularmente religioso, mas reverencio os que vi arriscando sua vida dessa maneira - e me enoja ver esta fé ridicularizada em coquetéis em Nova York.
Por que tudo isto é importante?
Porque tanto as pessoas religiosas quanto as seculares fazem um trabalho fantástico em questões humanitárias - mas elas frequentemente não trabalham juntas em razão das suspeitas mútuas. Se pudermos superar este "abismo divino", poderemos progredir muito mais no combate às mazelas do mundo.
E esta seria, realmente, uma dádiva divina. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA É COLUNISTA 

ESTUDO DIZ QUE ATEÍSMO VAI TOMAR LUGAR DAS RELIGIÕES.



Um estudo que será publicado neste mês aponta que, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus.
Para o autor Nigel Barber, portanto, chegará o dia em que quase todo o mundo vai se declarar sem religião.
A mudança já estaria ocorrendo. A pesquisa, feita em 137 países, mostra que nas economias mais desenvolvidas o número de descrentes é crescente.
Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%).
Na outra ponta, países da África sub-saariana têm menos de 1% de ateus.
O autor aponta razões mercadológicas para a baixa das religiões.
Segundo ele, as pessoas procuram as igrejas para se salvar de dificuldades e incertezas da vida.
Hoje profissionais como psicólogos e psiquiatras podem perfeitamente suprir essa lacuna.

Fonte: f5.folha.uol.com.br
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