fontes:
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Você já teve a impressão que ninguém esta ouvindo o que você esta falando? Você já teve a impressão que os seu interlocutor não esta nem ai para você enquanto você fala? Você já sentiu-se ameaçado apenas por dar uma opinião? Bem! Havia uma homem chamado João o Batista que viveu um bom tempo sobre essa atmosfera. É sobre ele que o evangelista Lucas nos fala no no capitulo 3. O nosso narrador bíblico começa o relato dizendo que quando já faziam 15 anos em que Tibério César governava o Império Romano e quando Pilatos governava a Judéia e Herodes governava a Galiléia e Filipe governava o restante da Palestina, sendo que Anãs e Caifas eram sumo sacerdotes a palavra de Deus veio a João. João era filho de Zacarias e recebeu a palavra no deserto. Ele percorreu as redondezas do rio Jordão, e pregava o batismo de arrependimento para o perdão de pecados. Ele cumpria o que Isaias dizia:
- Voz que clama no deserto, prepare por onde andará o SENHOR. Haverá uma terraplanagem de planícies e depressões, inclusive as vidas serão corrigidas.
Ele falava a uma grande multidão sobre o batismo de arrependimento:
- Raça de víboras, quem esta convencendo vocês de que não serão julgados?
Gere indícios de que houve arrependimento nas vidas de vocês, pois não basta afirmar que você é descendente de Abraão, por que qualquer um ou qualquer coisa pode ser feita por Deus como filho. Eu João digo a vocês que já existe uma machado pronto na raiz das arvores, uma vez que se não produzir bom fruto será cortada e queimada.
Tanto Roma como a Palestina estavam devidamente ocupadas e tuteladas, da mesma forma a religião oficial estava loteada. E não somente estavam essas posições ocupadas como também estavam sendo alvo de disputas, de invejas e lutas internas. É nesse momento que João o filho de um sacerdote recebeu a incumbência de Deus de propor uma nova postura em relação a vida desse povo. É por isso que esse chamado ocorreu e foi executado no deserto próximo ao rio Jordão, longe de Jerusalém e de suas práticas. Ali as pessoas se comprometiam publicamente com Deus e com o público. Comprometiam-se em mudar para sempre suas vidas, transformando-as de forma coerente com a doutrina que eles viviam. O rito de João exigia um engajamento de cada pessoa que haveria de voltar para Jerusalém agora com outra postura. João é o exemplo de profeta ou de portador da mensagem do evangelho. O exemplo dele nos adverte que:
A mensagem de Deus não está sobre o controle humano e por isso ela pode libertar do pecado, dos costumes, das tradições dos maus-hábitos e de qualquer outro tipo de opressão.
Alguns contextos como o que era encontrado em Jerusalém de João Batista são propícios para o pecado, são meios nos quais existem espaço apenas para disputas e para vaidades. Nesses meios não há intervalo para uma exposição integral do evangelho. Nesses ambientes as propostas de representação de Deus costumam ser ilegítimas como era o caso da luta de Anãs e Caifas pelo sumo - sacerdócio, uma vez que o natural é que existisse apenas um sumo - sacerdote. Assim sendo os portadores da mensagem de Deus devem estar prontos para a reclusão, prontos para exercer o chamado sem associação com contextos corruptos no qual alguns vivem, o texto de Lucas que apresenta João Batista nos mostra bem algumas características da mensagem que Deus confia a profetas no deserto são:
Não permita que o meio em que você vive bem como o contexto no qual você foi criado contamine e influenciem o seu comportamento e a mensagem do evangelho. Saiba que a mensagem do reino esta confiada a pessoas comprometidas com Deus, se você quer ser um portador dessa mensagem deve comprometer-se com Ele antes de mais nada. Essa mensagem aponta para Cristo e provoca uma mudança de atitude daqueles que querem receber ao Messias. Essa mensagem coloca cada um no seu devido lugar, tanto os ouvintes que vêem a sua pecaminosidade, quanto os falsos mestres que se garantem na religião. Ao ouvir a mensagem do Evangelho, a mesma mensagem exposta por Elias você vai estar em um dilema: Como continuará a viver sem os padrões de conduta evidenciadas pelo profeta do deserto?
Quando esses textos foram escritos na Bíblia a mais de 2500 anos não o foram com o intuito de escolher um político para exercer um cargo público no Brasil do século XXI. No entanto esses textos mostram claramente qual é o ideal de sociedade e de cidade que Deus almeja para que a sua criação viva, logo podem servir de balizadores não somente para escolha de políticos mas para a pratica de vida e conduta de cada ser -humano principalmente se esse for um cristão.
1. Convença-o de que tornar-se evangélico é uma panacéia, a solução rápida para todos os problemas da vida, ao contrário do que nos fala Mateus 7.13, 14.
2. Faça o pensar que quando ele recebeu a Cristo aderiu a uma religião colorida, chique, e de status, diferente de Mateus 10.31.
3. Prometa a ele que nunca terá que abdicar do que faz ou pensa no momento em que for chamado para servir a Deus, antagônico ao que é dito Mateus 10.38.
4. Convença-o a crer que ele merece todos os benefícios prometidos em uma “sociedade de consumo”, ao contrário de Tigo 4.3
5. Esconda dele o fato de que todo o cristão tem uma missão na terra junto com os desvalidos e desgraçados, diferente de Lucas 4.18
6. Nunca, nunca, nunca mesmo, pronuncie diante dele as seguintes palavras; cruz, pecado, sacrifício, arrependimento, renúncia, missão, humildade, doação, comunhão, convívio, amadurecimento, antes ensine-o a conjugar os seguintes verbos; conquistar, declarar, determinar e restituir, (restituição para si próprio é claro). Veja o que Paulo pensa disso em 2ª Timóteo 4.3
7. Faça-o pensar que o amor e a aprovação de Deus por alguém é identificado e medido pela prosperidade material e pela fartura que essa pessoa possui. Veja Tiago 2.5-6
8. Desestimule-o a estudar, a ler, a perguntar, e principalmente a comparar o que ele pensa e aprendeu com o que Cristo ensina. Diferente do que o próprio Cristo falou em João8.32
9. Convença-o a pensar que a terra é um parque de diversões, que a igreja é uma fortaleza inexpugnável. Observe Miqueias 2.10
10. Corra imediatamente para atendê-lo quando ele tiver uma necessidade, faça-o pensar que sempre terá um sacerdote de plantão para prestar um sacrifício para que ele possa resolver suas crises e alcançar seus objetivos. Esconda dele o que João nos fala em 1ª João 2.20, 27.
Quando alguém age assim com um novo convertido o induz a ser um crente sem compromisso e alienado. Na verdade quem ensina dessa forma ensina o neofito a ser como ele o é, afinal cada um reproduz de acordo com a sua espécie.